terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Biblionatal na Biblioteca do CES

Em tempos de catástrofes  tanto naturais quanto humanas - naturais como o desastre ambiental de Mariana - MG e humanas como os atendados na França - fazem-nos ter, neste Natal de 2015, o compromisso de renovar a esperança e perspectiva de um ano novo muito melhor, com mais luz, paz e harmonia entre os povos de todo o mundo.

Que todos os usuários da Biblioteca do CES possam ser agraciados com saúde, paz, amor, sinceridade, harmonia, enfim, todos os sentimentos positivos possíveis e que sintam-se acolhidos com nossa decoração natalina, que foi pensada em melhor receber a todos e fazer com que no ano novo saibam que estaremos de braços abertos para recebê-los para novos desafios.

Agradeço a todos os colaboradores da Biblioteca do CES pelo empenho na decoração natalina, na qual cada um contribuiu da forma como pode, e em especial: Raymme (artista plástico e designer de interiores), Islane, Geverson e Tatiane.


Muito obrigado a todas e todos!
Jesiel Ferreira Gomes
Diretor da Biblioteca 












































terça-feira, 24 de novembro de 2015

S.O.S ÁGUA

Sem chuvas, Paraíba pode enfrentar colapso de água no segundo semestre de 2016

Todo o volume de água atual dos reservatórios do estado representa apenas 16% da capacidade total de armazenamento
Cidades | Em 24/11/15 às 15h16, atualizado em 24/11/15 às 16h45 | Por Naira Di Lorenzo
Divulgação/RCTV
Francisco Sarmento e João Fernandes, na RCTV
A situação da falta de água em mais de 75% dos municípios da Paraíba pode se tornar ainda mais crítica e, caso não chova como o necessário, o estado corre o risco de sofrer o maior colapso de água da história ainda no primeiro semestre do próximo ano. Hoje, todo o volume de água dos reservatórios do estado representa apenas 16% da capacidade total. 

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A projeção é do ex-secretário de Recursos Hídricos do Governo do Estado, Francisco Jácome Sarmento. “Se o ano vindouro for igual a 2015, nós teremos o maior colapso da história do Nordeste”, afirmou o ex-secretário, em entrevista ao programa 'Rede Debate', da RCTV (canal 27 da Net Digital, emissora do Sistema Correio) nessa segunda-feira (23). Jácome é também consultor em recursos hídricos do Governo Federal. 

Entre os municípios que mais sofrem com a seca estão aqueles que são abastecidos pelo açude Presidente Epitácio Pessoa (Boqueirão). O manancial atende Campina Grande e outras 20 cidades e distritos da região. Com chuvas irrelevantes para reabastecer o manancial, Boqueirão já caminha para entrar no seu volume morto e pode ficar sem água para consumo em menos de dez meses.

Atualmente, Boqueirão que tem a capacidade para armazenar cerca de 410 milhões de metros cúbicos de água, possui pouco mais de 55 milhões, o que representa apenas 13,6% da capacidade do seu armazenamento total. Francisco Sarmento explica que todo mês é retirado do Boqueirão, seja para o abastecimento das cidades ou por evaporação, em média 4,3 milhões de metros cúbicos de água. Ele adverte que se esse ritmo for mantido, sem o reabastecimento necessário, não haverá mais água aproveitável no açude ainda em 2016.

“Hoje estamos com cerca de 55 milhões de metros cúbicos e se mantiver esse nível de retirada, seja por evaporação, seja pelo consumo, mesmo com o racionamento que tem sido feito, nós não chegaremos ao final de 2016. Isso não é uma previsão, é uma projeção. Basta fazer uma conta simples. Temos 55, basta descontas 4,3 mensal e em dez meses nós teremos 43 milhões a menos. Quer dizer: estaremos abaixo do volume morto do reservatório”, pontuou.

O ex-secretário e professor da UFPB ressaltou que água do manancial já está com sua qualidade comprometida devido ao excesso da concentração de sais e o baixo nível no reservatório. 

“É uma água pesada, com alta concentração de sais e que o tratamento da água não retira isso. Isso não é só aqui na Paraíba, é em qualquer lugar do Brasil. A questão é que a água pura evapora, mas o sal fica. O sal não evapora. Então a concentração do sal vai aumentando a medida que o nível do manancial vai diminuindo”, afirmou.
A situação crítica abrange outros municípios além dos abastecidos pelo Açude de Boqueirão. A situação de emergência por causa da falta de água, decretada pelo governador Ricardo Coutinho, já atinge 170 cidades, em que várias delas passam por rodízio ou racionamento de água e precisam de carros pipas para atender minimamente a população.

Situação dos reservatórios

No estado já são sete açudes completamente secos. São eles Algodão, em Algodão de Jandaíra; Cabaceiras, em Picuí; Ouro Velho, no município de mesmo nome; Pocinhos, em Monteiro; Serrote, também em Monteiro; São José 4, em São José do Sabugi; e Vídeo, em Conceição. Eles estão entre os 53 reservatórios com 5% menos de sua capacidade. Outros  34 estão com menos de 20% da capacidade. 

Segundo o presidente de Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, todo o volume de água atual dos reservatórios do estado representa apenas 16% da capacidade. Indo para o Semi-árido paraibano o número cai para 13,1%, segundo João Fernandes. 

“Nós temos 16% da capacidade de armazenar nos nossos mananciais no estado. No mês passado eram 17% e agora estamos com 16%. Por quê? Porque estamos apenas consumindo a água que se acumulada no passado. Não tem tido a recarga necessária. Não tem que ter choro. Tem que ter gestão”, frisou.
Ele discorda da projeção de que em julho do próximo ano, se não chover, Campina Grande terá um colapso no abastecimento. "Todos os nossos estudos indicam que a água de Boqueirão ainda sustenta esse abastecimento até 2017", garantiu.  
Falta de ações estruturantes

De acordo com Francisco Sarmento, desde 2011 os reservatórios não tiveram recargas significantes e, por isso, a Paraíba está em seu quinto ano consecutivo de seca severa. Para ele, a falta de ações estruturantes por parte do governo federal deve agravar ainda mais a situação no estado. 

“Se nós não enfrentarmos como a natureza do problema exige, de forma estrutural, com soluções definitivas, nós vamos vivenciar recorrentemente esses problemas”, taxou.

Segundo ele, a transposição do rio São Francisco deve solucionar o problema da seca no Nordeste, mas a demora nas obras contribui de forma significativa para o possível colapso na região no próximo ano.

“A transposição do rio São Francisco é a resposta para uma boa parte do território do Semiárido Setentrional, é uma resposta com esta característica estruturante. O problema é que não temos prazo para atender os municípios que ela beneficia. Caso o próximo ano de 2016 venha a ser seco como o de 2015, nós teremos uma situação nunca vivenciada no Brasil. Porque nós nunca tivemos uma população tão grande. Nós nunca tivemos tanta dependência da água como temos hoje e sem outra alternativa para atender essa população”, sentenciou.
João Fernandes e Francisco Sarmento concordaram que não há como construir novos reservatórios no estado. "São espelhos para evaporação", disse o ex-secretário. A exceção ficaria no rio Mamanguape.
Para Sarmento, a situação da Paraíba é pior do que a enfrentada por São Paulo. Lá, o plano B tem como alternativa 23 locais para transposição de água. Aqui, só a transposição do São Francisco. A probabilidade de se ter uma estiagem no ano que vem igual ou pior do que em 2015 é de 16%, segundo os estudos técnicos. 
No quadro abaixo, a situação de cinco dos principais açudes monitorados diariamente pela Aesa: 





MUNICÍPIO AÇUDE
CAPACIDADE(milhões de m³)
 VOLUME ATUALPERCENTUAL
 Cajazeiras Engenheiro Ávidos  255.000.000 18.393.010 (m³) 7,2%
 Boqueirão Epitácio Pessoa 411.686.287 55.880.355 13,6%
 Coremas Coremas  591.646.222 71.890.751 12,2
 Coremas Mãe dÁgua 567.999.136 89.183.566 15,7%
 Cajazeiras Lagoa do Arroz 80.220.750  5.019.918 6,3%
 FONTE: http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/tempo/2015/11/24/NWS,269537,4,64,NOTICIAS,2190-SEM-CHUVAS-PARAIBA-ENFRENTAR-COLAPSO-AGUA-SEGUNDO-SEMESTRE-2016.aspx

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

OFICINA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA

FAÇA SEU PROJETO DE MONOGRAFIA!



Em momento tão especial quanto esse, vale ter conhecimento e informação de como concluir seu curso e ter uma excelente apresentação de sua monografia.

Por meio desta oficina, temos por objetivo permitir que o participante seja capaz de desenvolver, estruturar e produzir sua própria monografia, seja ela de caráter bibliográfico ou com base em pesquisa de campo.

Público-alvo: Discentes de curso de Licenciatura e Graduação.

Vagas: 20 participantes.

Local de Inscrição: via e-mail conforme ficha abaixo.

Investimento: 02 pacotes de fraldas descartáveis tamanho G.


Data de inscrição: de 07/11/15 até 12/11/15.

Data da oficina: 13/11/15 das 18h00 até 21h00 (sexta).

Local: Biblioteca do CES - UFCG, na cidade de Cuité - PB.

O participante receberá acompanhamento de produção de seu projeto de monografia até o dia 25/11/2015 na modalidade EaD.



E-MAIL PARA INSCRIÇÃO:  jesielgomes@ufcg.edu.br
                          

Enviar nome completo, curso e contato telefônico.

Biblioteca do CES repassa dicas de segurança


Dicas de Segurança



Preste atenção a estas dicas para evitar a ação de bandidos em algumas situações do seu dia-a-dia:

Assalto em veículo

* Estacionar em lugar movimentado e iluminado.
* Usar sistema de alarme, chave geral e correntes na direção.
* Evitar armas e documentos no porta luvas.
* Ao estacionar ou parar em cruzamentos, principalmente a noite, observe pessoas suspeitas nas proximidades.
* Som, rodas e certos acessórios despertam a atenção de marginais.
* Evite deixar objetos de valor no interior de seu carro.
* EM CASO DE ASSALTO, NÃO REAJA.

Na residência

* Sistema de alarme é sempre eficaz.
* Não deixar luz acessa durante o dia.
* Um bom cão de guarda.
* Atender à porta após identificação prévia.
* Manter a porta da garagem sempre fechada.
* Aguardar o fechamento de portões de comando eletrônico.
* Não aceitar a entrada de técnicos não solicitados.
* Ao sair ou retornar da residência, observe as proximidades e se constatar a presença de estranhos, não entre.
* À noite, deixe pelo menos uma lâmpada acessa na área de maior risco da residência (utilizar fotocélulas).
* Manter escadas e ferramentas em lugar seguro.
* Na perda das chaves, troque os segredos das fechaduras.
* Ao viajar, avise parentes ou vizinhos de confiança, para que esporadicamente verifiquem a residência e façam a coleta de correspondências.
* Oriente familiares e empregados para que não comentem com estranhos sobre os bens que a família possui tanto como seus hábitos.
* Não dê informações por telefone para pessoas desconhecidas.

No dia do pagamento

* Lembre-se: um alvo fácil é sempre mais procurado.
* Não comente sobre seu salário com pessoas de pouco convívio.
* Evite a conversa com pessoas estranhas dentro ou fora do banco.
* Nos dias de pagamento, adote medidas de segurança mais severas.
* Observe se alguém está seguindo-o.
* Se precisar transportar muito dinheiro, não ande sozinho, peça a companhia de parentes, amigos ou seguranças.

No ônibus

* Ao pagar, procure levar o dinheiro trocado ou utilizar o vale transporte.
* Cuidado com objetos alvo dos punguistas como bolsas, carteiras, correntes, pulseiras, entre outros.
* Evite ficar junto à porta de embarque e de desembarque, pois é o local propício para a prática de punguistas.
* Mantenha a bolsa ou capanga na frente do corpo.
* Não carregue muito dinheiro, nem deixe a carteira no bolso de trás.

Em deslocamentos

* Ao notar que está sendo seguido, procure mudar várias vezes o lado da calçada.
* Não carregue objetos de valor, grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito, se não houver necessidade.
* Evite lugares sem iluminação e com pouco movimento.

Em caixas eletrônicos

* Não revele sua senha para terceiros.
* Em caso de dificuldade, comunique-se com funcionários do banco.
* Observe atentamente as pessoas em atitudes suspeitas próximas ao local.
* Evite horários e locais de maior risco.
* Evite realizar saque de grandes quantias.

Seqüestro relâmpago

* Não reaja em nenhuma circunstância.
* Procure obedecer todas as exigências do bandido.
* Tente observar as características físicas, cicatrizes e marcas.
* Peça auxílio à Polícia assim que for libertado.

Nas escolas

* Trate o seu filho como amigo, demonstrando seu afeto e preocupação pelo seu desenvolvimento.
* Conheça os amigos de seu filho.
* Ensine as crianças a pedir auxilio à polícia (pessoalmente ou por telefone) ou às pessoas conhecidas, quando perceber estranhos em atitudes suspeitas ou que estejam molestando.
* Não aceitar balas, doces, presentes, ou brinquedos de pessoas desconhecidas.
* Oriente seus filhos para não desviarem do trajeto casa-escola-casa, sem prévio acordo.
* Evitar transitar utilizando jóias, tênis ou roupas caras.
* Oriente seus filhos para que se afastem de situações perigosas, tais como: armas, acidentes, aglomerações, discussões, etc.






Fonte:http://www.policiacivil.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=111


DPC


Cartilha de Segurança - 1º.  Distrito Policial da Capital

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Filhos da Dor!





Culpa e dor sem fim


A dor é infindável na casa do agricultor José Edmário Ferreira Santana, homem de olhos vivos, sinceros. Não parece ter 35 anos. Quem o vê, olha no olho, conhece um pouco da sua tristeza, lhe dá muito mais, tamanho o abismo em que vive com a família. A dor é tamanha. Está por toda parte. Nos ombros, na mente e no coração do agricultor. Perdeu o prumo desde que a filha mulher, a bela Rayanne da Silva Santana, 14 anos, eleita miss mirim de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú pernambucano, morreu numa moto. E o perdeu duas vezes. A primeira, ao ver a filha amada, cuidada, idolatrada, estirada morta embaixo de um caminhão. A segunda, ao saber que foi o filho mais velho, 17 anos, também amado ao extremo, quem pilotava a 250 cilindradas que se chocou contra o veículo. Dirigia mesmo sem ter habilitação, usar capacete ou possuir idade para conduzir uma moto.






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A culpa também é infindável na casa de José Edmário. Persegue-o. Anda junto com a dor que o dilacera dia após dia, seguindo-o, ao lado dele, onde quer que vá. É fácil vê-lo chorar pelos cantos e chorar com ele. Depois da morte de Rayanne, o lugar preferido é um sítio de sua propriedade, na região, onde pode gritar a dor que sente. Pela morte da filha, pela angústia do filho. Sim, seu Edmário responsabiliza o motorista do caminhão velho com o qual a moto dos seus filhos se chocou, também sem habilitação. Mas a culpa maior traz para si, coloca no ombro como uma cruz, carregando-a por onde passa, onde for. Culpa-se por ter comprado a moto e por deixar o filho dirigi-la. Não estimulava a pilotagem, mas sabia que utilizava. Fazia vista grossa, como o fazem muitos pais do interior, onde as motos viraram bicicletas.
Me sinto até mais culpado do que meu filho

 José Edmário
– Eu sei o meu erro. O quanto errei ao deixar meu filho andar nessa moto... O homem do caminhão também tem culpa, estava sem habilitação, dirigia um veículo caindo aos pedaços, que até hoje está circulando. Mas sei do meu erro” – lamenta José Edmário.
– Se eu disser que não me sinto culpado estou mentindo. Me sinto sim... Me sinto até mais culpado do que meu filho. Porque se eu não tivesse comprado essa moto, talvez não tivesse acontecido. Mas carregando ou não culpa, não tenho mais o que fazer. Minha Rayanne se foi...” – sofre.
José Edmário Ferreira Santana Perdeu o prumo desde que a filha mulher, a bela Rayanne da Silva Santana, morreu numa moto
– Às vezes você não que negar um bem para o filho e deixa. Mas eu dizia, deixe você ficar de maior, habilitado, eu dou uma moto, um carro. Mas são teimosos. Você sai, dá as costas e ele pega. E a Justiça não quer saber se você deixou ou não. É como uma faca. Você deixa em casa e um filho pega e se mata. Você tem culpa?” – indaga, na angústia.
Rayanne estava na garupa do irmão quando a morte chegou. Morreu pelas mãos dele, para aumentar ainda mais o sofrimento da família. A mãe, a auxiliar de enfermagem Lucineide da Silva Lima, precisou viajar para não enlouquecer. Para tentar esquecer. Afastar-se por algumas semanas das lembranças da filha, impregnadas por toda a casa, nas fotografias mantidas sobre a estante e a mesa da sala, no quarto rosa, ainda intocado, cheirando a ela. Não cabia em tanta dor. Precisou caminhar para tentar aliviar o sofrimento.
A moto, uma 250 cilindradas, era muita moto para um garoto de 17 anos, que por mais prática que pudesse ter, não tinha maturidade para resistir às tentações da velocidade, da aventura. Pessoas contam que, no dia do acidente, em junho de 2014, ele corria ladeira abaixo, meio que provocando a irmã, na garupa, agarrada aos livros. O irmão ainda freou quando o caminhão surgiu do nada, no meio do cruzamento. Mas era tarde. Rayanne escapou da garupa e foi parar embaixo do veículo, já morta pelo impacto.
– Foi uma barra quente. Até hoje a gente sofre com isso. Sofre pela perda dela e sofre por ele. De comentar. Sofrer por ela faz ele sofrer também. Quando começamos a falar sobre o acidente ele sai de perto. Sofreu e sofre muito...” – conta o agricultor.
O jovem tenta se refazer do peso da culpa, aliviada pouco tempo atrás por um sonho com a irmã. Nele, Rayanne dizia que a culpa não era do irmão amado. Havia chegado a hora dela. Mas a família segue sofrendo. É a dor dentro da dor. A sina da família de José Edmário.
– A saudade, ela mata a gente. É algo que destrói. Querer ver, pegar, cheirar aquela pessoa e não poder. Pensei em me matar algumas vezes, mas Deus não deixou. Na hora, não conseguia. Deus não permitia. Dizia: suporte porque você não é sozinho. Tem uma família para cuidar. Mas um dia, eu sei, vou me encontrar com ela. Sei que está me esperando...” – sonha.

Fonte: http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/filhos-da-dor/culpa-e-dor-sem-fim.php

Reflexão aos pais que conduzem filhos em motos.

A morte pelas mãos do pai







A mãe conta que o pequeno Adjailson, ainda com 10 anos, não queria ir com o pai naquele dia. Pediu para ficar em casa, com a mãe. Estava com sono. O pai, mais uma vez bêbado, iria de motocicleta de Pedra para Arcoverde, no Sertão do Moxotó pernambucano. Costumava beber e pilotar. Carro, moto, o que fosse. Não teve jeito. Autoritário, acostumado a impor suas vontades nem que fosse na agressão física, o agricultor obrigou o filho a seguir com ele na garupa. Adjailson não tinha idade para estar lá. Estava com medo. Sabia que o pai bebera. Além de bêbado, o agricultor Arnóbio Dourado nunca teve habilitação. Mas pouco importava. Era o dia deles. Bêbado, invadiu a pista contrária na BR-424, eixo rodoviário de tráfego pesado. Um caminhão os destruiu. O filho morreu pelas mãos do pai. Pela imprudência do pai. E Adjailson não queria ir.





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O corpo do agricultor se misturou às ferragens da moto. Lata e carne viraram uma coisa só. Pareciam um maracujá, contam. A violência contra Adjailson foi menos detalhada. Forma encontrada por parentes, amigos e vizinhos de amenizar a dor da mãe, Fabiana Dourado, 34 anos. Disseram que foi lançado longe e morrido de imediato ao quebrar o pescoço. Que ficou esbagaçado, assim como o pai. Outros, que caiu no mato e morreu pedindo socorro, perdendo sangue. São muitas histórias... Todas permeiam a cabeça de Fabiana até hoje. Os 34 anos de idade não lhe cabem. Parece ter mais. O olhar é triste, resignado pela dor. Dor composta de raiva, remorso, culpa e saudade. Muita saudade.
O culpado pela morte do meu filho é o pai. Tenho raiva dele...

 Fabiana Dourado
O culpado pela morte do meu filho é o pai, desabafa Fabiana
– Penso que poderia ter proibido Adjailson de ir, mas sei que não tinha força. Não tinha como proibir. Falar a gente fala, mas obedecer é que é o problema. Quando o pai mandava, quem era besta de desobedecer, de passar por cima da ordem dele? Era muito violento. Batia em mim, por isso me separei dele” – conta a resignada mãe.
No caminho de Pedra para Arcoverde, o local do acidente, conhecido como Curva do S, chama atenção pela quantidade de cruzes. É temido na região. No Km 6, pai e filho estão juntos, cada um com seu cruzeiro erguido pela família – reverência comum pelo interior. A cem metros, outras oito cruzes expõem o perigo do lugar. Quatro das vítimas morreram num dia e as outra quatro no dia seguinte. Mas Arnóbio nem viu as cruzes. Não percebeu o alerta. Estava bêbado, sem habilitação e com uma criança na garupa.
– O culpado pela morte do meu filho é o pai. Tenho raiva dele... não quis nem olhar dentro do caixão. Estão enterrados juntos, eu deixei, mas tenho raiva” – desabafa Fabiana. Mais uma vez, a convivência do homem do interior com a moto pesa. Dirigir sem habilitação e capacete é via de regra. Bêbado é comum. Sem idade certa para pilotar ou estar na garupa de uma moto, rotina.
– Ele era pai. Eu acabava confiando. Sempre andei com ele bêbado. Minha mãe vivia me alertando, dizia que um dia ia acontecer um acidente. Principalmente às quartas-feiras, dia da feira da cidade (Pedra), ele enchia o tanque. Às vezes cochilava dirigindo. Já aconteceu de chegar em casa e não conseguir sair do carro, um Opala velho. Ficava dormindo no volante mesmo. Com a moto era um pouco melhor, mas sempre dirigiu bêbado. Por isso o culpo pela morte do meu filho” – relembra.
Fabiana e Arnóbio eram primos. Estavam juntos desde que ela tinha 14 anos, ele 17. Mas quatro meses antes do acidente se separaram. Fabiana relembra que o agricultor prometia levar um dos filhos junto no dia em que morresse. Não seria o mais velho, de 16 anos. Não se davam. Seria a menina, de 11, o mais novo, de 6, ou Adjailson. Arnóbio cumpriu o prometido. Levou o mais apegado de todos. E Adjailson não queria ir.

Fonte: http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/filhos-da-dor/a-morte-pelas-maos-do-pai.php

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cine Biblio - educação continuada

Iniciou-se hoje, e estender-se-à até o fim de agosto, o projeto Cine Biblio, que tem por finalidade permitir aos colaboradores da Biblioteca do CES, e de toda a comunidade acadêmica, a oportunidade de refletir sobre temáticas administrativas que são abordadas nos filmes que serão exibidos todas as terças e quintas, sempre a partir das 16h no recinto da Biblioteca do CES.
A iniciativa teve motivação proveniente do curso on line segunda carreira que os colaboradores estão fazendo, e, neste, como ferramenta de complementação, há diversas indicações de filmes para complementar a teoria exposta.
No dia de hoje foi exibido o filme "a corrente do bem" e na próxima quinta (30/07/2015), assistiremos o filme "meu mestre, minha vida".
Esperamos a presença de todas e todos.













A corrente do bem
Sinopse:
Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.


Meu mestre, minha vida
Sinopse:
O professor Joe Clark (Morgan Freeman) é convidado pelo seu amigo Frank Napier (Robert Guillaume) a assumir o cargo de diretor em uma problemática escola de Nova Jersey. Autoritário e arrogante, Clark comanda com pulso firme e com métodos pouco ortodoxos, as vezes até violentos. Dessa forma, ele consegue com que alguns alunos da escola, que sofre com problemas de tráfico de drogas e violência, passem no exame de final de ano realizado pelo governo. Mesmo fazendo o bem para os alunos, seus métodos contraditórios atraem admiradores mas também inimigos.